Thursday, December 14, 2006

Getting empirical

Most men are way over proud of their nakedeness....




Mia Wallace
Why do we feel it's necessary to yak about bullshit in order to be comfortable?

Friday, September 08, 2006

Direito de Resposta

Se aquilo que, por exemplo, a Luisa Castel Branco e meia dúzia de blogs que por aí andam é zurzir justamente as mesmas armas, então alguém está desfasado da realidade. Se acham que aquilo é humor então eu perdi toda a noção do que é o mesmo.
A grande diferença é que a carapuça dos maus tratos ou da secundarização das mulheres a mim não me serve, e como tal, não posso admitir que ma tentem aplicar. E mais, se o post anterior sobre esta matéria for lido, facilmente se verifica que eu não generalizei para todas as mulheres, mas falei em algumas, o que automaticamente retira a mesma carga que essas pessoas referem ao qualificar todos os homens da mesma maneira.
Não posso aceitar que alguém me qualifique pelo género, e apesar de saber que os meus comportamentos não vão nesse sentido, que eu tenho mais é que aceitar as críticas que agora se fazem, por duas razões:
  • Nunca secundarizei as mulheres nesses termos;
  • Aceitar esse tipo de referência como normal seria justificar as generalizações anteriormente feitas pelo machismo, ou seja igualmente inaceitáveis.

E se bem justas são estas reacções, então aquelas que não aceitam as primeiras têm a mesma validade, ou seria aceitar sem mais aquilo que é uma tentativa de encarapuçar um género inteiro.

As palavras a que me referi não são humorísticas, mas destilam um amargor e ressentimento genérico que faz com que na base de argumentação se afogue em tanto fel, e perca muita da lucidez.

O facto das mulheres estarem a ser reconhecidas pelo seu talento, capacidade, e sobretudo, afloramento de direitos civis em nada me aborrece. Pelo contrário. Mas chegar a um posicionamento de justa e devida igualdade, e arriar porrada no género com um tom condescendente e paternalista não é humor, é usar exactamente as mesmas ferramentas que tanto condenaram no passado.

Portanto não vou aceitar as generalizações injustas, sorrir para dentro e dizer, "eh pá a gaja até tem razão e eu tenho de rever este meu machismo encapotado revelado pela visionária, porque temos o discernimento para distinguir a brincadeira da acidez, e a ironia dos maus fígados. Sorrir, pois claro, mas isso nunca significa aceitar ou capitular. Já me chegam as culpas que tenho de carregar. ;)






Por vezes...

... é preciso saber ir embora. Já lá dizia o Ben Harper.
Estive largos meses sem poder ouvir essa faixa, devido à arrasadora simplicidade e pontaria das suas palavras simples e melodias quase minimalistas mas mágicas.
Não tenho a mínima dúvida que muitos de nós, em quase todos os momentos nos quais reconhecemos a patinagem do discernimento, tivemos essa ideia.
Mas ao ouvir as palavras de uma amiga, que se recusa a deixar de açoitar um cavalo já morto pelo cansaço, apetece-me, não fora a minha terrível voz de cana rachada, entoar o Walk Away do Ben Harper. Talvez porque essa faixa tenha sido composta, ou traduza a queimadura voraz do que parece inapelável, ou porque se entranhe ali a consciência da beleza tão primitiva da estupidez de que são parcialmente feitos os sentimentos que deixam marca ou memória.
Por vezes talvez seja necessário dar à sola, mas essencialmente, é necessário ouvir.
Porque nunca se saber quem é que pode colocar o "happy" in our "ness"...





Ai, os homens...

Os homens enxofram-se com pouco, muito pouco, na verdade (não é, Mr Orange?). Mal aparece um escrito a zurzir nas idiossincrasias masculinas, a autora é logo acusada de generalizar, de propalar ideologia anti-macho, de manifestar sentimentos de feminista recalcada e ressabiada.

Nada mais errado. Então não pode a fêmea fazer humor com as características mais irritantes ou generalizadas do macho da espécie sem que este venha a terreiro gritar "malditas feministas"? Ó meus senhores, isto sim, soa a ressabiamento, do género “se é para isto que aprenderam a ler e escrever, mais valia terem ficado na cozinha”. Soa também a vitimização do tipo “a mulher moderna é agressiva e violenta, já não chegava tirarem-nos os lugares nas faculdades e empregos e ainda nos vilipendiam de forma absolutamente injusta”.

Convenhamos. A reacção a tais escritos excede, manifestamente, o devido.
E esquece muito do que os próprios homens têm escrito e dito ao longo de séculos. Não neguem, meus queridos, que sempre foi e é um dos vossos passatempos preferidos fazer humor com as embirrâncias das esposas, namoradas, amantes, mães e irmãs? Ou mesmo maldizer as características que associam ao sexo feminino? Ainda hoje, meus adorados, ainda hoje! A chefe está mal disposta, é exigente, mandona? É uma mal fodida. A namorada está mais calada que o habitual ou rezingona? É aquele dia do mês. A mãe quer o quarto arrumado e limpo? Mania das limpezas. A irmã passa mais que cinco minutos ao telefone? As gajas não se calam. A colega veste uma saia mais justa ou um decote mais revelador? Anda à caça de homem.

A tentativa de estereotipar o feminino sempre existiu, sempre existirá. Agora que nós temos o mesmo poder de linguagem cai-vos mal? Oh, que pena, que pena… habituem-se, encaixem, e saibam rir de vós próprios.

E não me venham com a treta do feminino versus feminismo. Uma mulher não deixa de ser feminina por ser feminista, nem deixa de ser feminista por ser feminina. Não são conceitos opostos, e nem sequer se eliminam; coexistem, e ainda bem.

O feminismo violento queimador de soutiens teve a sua razão histórica, mas já passou. Hoje em dia a feminista não quer ser igual ao homem, apenas gozar dos mesmos direitos e assumir os mesmos deveres. Só. Noutros tempos muitas acharam que a libertação e emancipação feminina passava por nos igualarmos, até em comportamentos e tiques, ao género masculino, e bem hajam essas mulheres. Falaram mais alto e grosso para serem ouvidas, haveria outra forma? Não.
Hoje, se a muitas nem sequer passa pela cabeça ser tratada como ser de segunda, a elas o devemos. Mas é tempo de seguir e evoluir, hoje a luta pela igualdade de direitos e dignificação do papel da mulher tem outras armas, empunhadas por aquelas que, graças aos esforços pioneiros das primeiras, já detém algum poder. E outras estratégias, claro, que não passam pelo nivelamento puramente igualitário. Todos diferentes, todos iguais, é o mote moderno. Que não impede que surjam reacções mais raivosas perante tratamentos desiguais que ainda hoje se sentem.

Bem justas serão algumas dessas reacções…como reagiriam vocês às eternas (des)classificações de puta, ressabiada, machona, cabra, mal desejamos algo mais na nossa vida, seja educação, uma melhor carreira, uma melhor situação económica, porque deixam a família (leia-se namorado ou marido, agarrado aos filhos para melhor culpabilizar) para trás? Quantas já não ouviram os queixumes culpabilizadores de só pensarem em si mal sacrifiquem um pouco mais do seu tempo pela profissão (que também é um ganha-pão), ou por um hobby que as realize?

E isto é o menos. Pensemos em todas as que são forçadas a abandonar a escola porque “não precisam daquilo para nada”, das que não têm apoio ou incentivo para se tornarem seres inteiros e realizados, das que se vêem todos os dias minimizadas e secundarizadas perante as prioridades deles.

Pensemos em todas as que são as primeiras a ser despedidas ou deixadas no desemprego. Pensemos em todas as que ainda vivem em castelos de terror, que são agredidas e enxovalhadas nas suas próprias casas, que são violadas e abusadas, mortas às mãos de pais, familiares, namorados, maridos ou simples estranhos.

Estas ainda são uma maioria. Por elas e por mim (cujas penas por ter nascido mulher são bem menores, felizmente) sou feminista, além de mulher.

Vocês, pobres homens perseguidos por essas mulheres libertas e de língua afiada, enxuguem as lágrimas e verão que até vêem melhor o que se passa. Talvez até se consigam rir do vosso reflexo ao espelho. Talvez até distingam o que é brincadeira, uma saudável picardia, mesmo que vos soe agressiva. Ou encaixem justas críticas que vos façam reconhecer fraquezas e erros e, por fim, sorrir. Acreditem, é bem mais saudável e proveitoso que a auto-vitimização e reacção à pedrada contra as tais feministas que tanto mal vos fazem.

Wednesday, September 06, 2006

Feminismo ou Feminino?

Ultimamente tenho ouvidos e lido frases que destilam verdadeiro ódio relativamente aos homens. Não tomo de forma nenhuma o todo pela parte, mas parece uma espécie de discurso recorrente onde as palavras ditas constituem uma suposta denúncia.
E há justeza em algumas das coisas que são ditas, mas o pendor para a generalização fácil disfarçada de suposta argúcia altaneira deita tudo a perder. E perante as incongruências, reagem como miúdas traquinas que acham um disparate ter de explicar tudo a quem com elas convive, como se a mudança de ventos comportamentais ou a defesa de ideias pudesse passar sem essa maçada chamada coerência ou lógica.
Para esse grupo, somo todos uma espécie de primatas básicos, cuja idioma principal se baseia nos mecanismos de desdobramento da genitália e respetivos grunhidos. Padecemos todos das imperdoáveis falhas que estas pessoas nem se atrevem a chamar características. Aliás, para elas, as suas merdas menos simpáticas mas idiossincráticas são características, ao passo que em nós são defeitos inaceitáveis.
Todos sabemos que no mundo supostamente hodierno, existem situações, e não são poucas, nas quais as mulheres são ainda vistas como cidadãos de segunda categoria, e em alguns países, nem cidadãos são. É óbvio que isso é revoltante e deve ser denunciado. Assim como qualquer espécie de machismo bacoco que encasqueta automatismos preconceituosos na mente das pessoas.
Todos sabemos que de parte a parte existem incompreensões, manias, particularidades e recortes de personalidade que criam fricção, mas definir de forma tão peremptória um ponto de vista e um género como "correcto" e o outro como um atentado alarve à humanidade é, em meu ver, argumentação e problematização de baixo nível. Generalização fácil, lá está.
Acho que gosto do feminino.
Não do feminismo.
Assim como su masculino, e não machista.
Mas já sei que de acordo com essa malta, eu estou é a esconder de forma inútil o meu desprezo e desejo de dominação de todas as mulheres...
Mas alguém acha piada a mulheres submissas e quietinhas?
Ao frango assado?
Para estas pessoas, aparentemente todos.
Falácia, Quod erat demonstrandum.



Serotonina...



"Wrath" - Wesley Keil

Refrear os impulsos agressivos é algo que nos parece quase imediato e lógico perante a convivência necessária junto a outros. Podemos, e pensamos algumas vezes com as ideias montadas num rio fervente que parece querer sair pelas narinas, mas lá se arranja forma de amainar a carga de porrada com que apetece presentar o imbecil que carregou nos botões errados.
A facilidade com que a afronta e a gratuitidade da ofensa pode fazer escalar a ira é surpreendente, e damos connosco a imaginar sevícias bem estranhas num cenário de retribuiçãi por vezes digno de uma tarantinada.
Imaginem apenas o idiota que faz aquela manobra esperta no trânsito e ainda por cima nos mostra o dedo médio em destaque. Ou o imbecil que ultrapassa toda a gente na fila para qualquer serviço, ou que se põe a falar ao telemóvel em pleno cinema.
Imaginem alguém que vos ataca de todas as formas sem a menor das motivações, e percebe-se a dificuldade em dar a outra face. A dificuldade em contemporizar e afastar a tal frase ancestral que nos diz que justa ira é boa ira.
A repressão da agressividade é algo tão dificil como a compreensão da mesma. E sobretudo da escalada que pode levar ás reacções de violência que, como se sabe, padece do fenómeno da multiplicação. Realmente, se há pão para começar, aparecem cacetes para todos, e já ninguém se recorda da que causara o apetite.
É normal que busquemos a agresividade nas manifestações artísticas ou desportivas, porque a mente em excesso de calmaria necessita de choques. Mas o desafio está sempre no freio que impede o cavalo da exaltação de entrar na correria da violência. Como o manuseamos se o rio quer mesmo sair da nossas narinas. Se tentamos racionalizar e recebemos apenas as costas da mão em resposta à tentativa de contemporizar e entender.
Dificilmente encontro justificação para a violência, é verdade, mas até que ponto esta não se torna tão dificil de entender como a contemporização vazia de resultados?
Ainda assim, a fúria pode ser canalizada.
Caraças, se é possível brincar às guerras no paintball (coisa que por acaso não acho piada alguma, mas entendo o entusiasmo de quem gosta) será que não podemos distrair a nossa agressividade, descarregando-a onde ela faz falta?
No desporto, na argumentação, e até mesmo no sexo?!
Justa (e bem direccionada) ira, é boa ira. (?) ou (!)





Mr. Orange

Thursday, August 03, 2006

Irracionalidade...

Tenho observado comportamentos irracionais, de quotidianos sociais e emocionais de algumas pessoas, e as questões surgem.
Vejo as complicações que surgem de perfeitas idiotices, atitudes que sabemos à partida que irão degenerar em asneira, e tomamo-las ainda assim. São pequenos pormenores, pequenas passadas por cima do canteiro das sensibilidades e que de alguma forma geram a posterior salganhada. Salganhada essa por acumulação de pequenos detalhes, nos quais também incorremos, ensarilhando todo o esquema das tolerâncias mútuas num contexto de comunicação saudável.
Caraças, a comunicação saudável também parte da brincadeira, da capacidade de nos rirmos de nós próprios e das escolhas que fazemos. Da diferenciação entre brincadeira e ataque, e sobretudo da capacidade de se aturarem uns e outros.
Em grupos, há chatices.
Claro que sim. Nem seria grupo se assim não fosse. Mas alguém já alguma vez conseguiu não se chatear com alguém de quem realmente gostasse? É possível de facto, mas a certa altura alguma coisa, baseada na necessária irracionalidade própria da afeição, tem dificuldade em aceitar a pata na poça dos que deveriam ter mais cuidado. Mas na maioria das vezes, a ironia, a crítica saudável e brincalhona junta-se ao incentivo e ao espaço mais sério onde a expressão da afeição toma o seu lugar.
Optar só por um mecanismo, ou só por outro, mergulha os relacionamentos numa estrutura politicamente correcta, que é o mesmo que dizer que se vai colocar o preservativo quando já se sabe nem sequer vai existir queca. Perde-se a espontaneidade e com ela la se vai o gozo da sensação que se exprime na proximidade real. Na diversão do riso dos que connosco de riem, que nos provocam no ambito de uma intimidade que aos outros não é permitida.
Mas a irracionalidade tem essa dupla faceta.
Preocupados com o que por vezes temos de defender, fazemos da capacidade de encaixe uma estrutura mutável, e o estado dos afectos pode levar-nos a reagir de forma desproporcionada, e colocar uma cortina de silêncio na realidade dos relacionamentos afecctuosos, sejam eles de que espécie forem. E pior, perde-se a capacidade de rir e brincar, o que é o real e mais contundente dos assassinos de qualquer forma de amor.
É caso para dizer que se pede juizínho nos momentos em que o barco talvez deva andar um pouco à deriva.
É nessas alturas em que, paradoxalmente, a racionalidade se revela deixando-se a si mesma de fora.



Mr. Orange

Inimizades...

Posso ter, e tenho com certeza, uma carrada de gente que não me grama e que se está nas tintas para quem ou o que sou, mas creio firmemente que não tenho inimigos.
As pessoas que se esforçam por me dar atenção, fazem-no no sentido positivo. Quem não gosta, tem mais o que fazer.
Felizmente.
Há quem goste de ter inimigos. Eu cá prefiro que gastem energia noutro sítio.



Mr. Orange


Saturday, July 29, 2006

publicidades manhosas

Não. Não vou escrever nem perder tempo com a problemática da modernice pós-água com gás simples com sabores diferentes. Para mim, água é água. H2O. Whatever. Com ou sem gás, ainda gosto dela sem gás, if you really wanna know... Não, hoje o assunto é mesmo publicidade. Depois das investidas do BES, do Continente, da Galp em fazer o refreshing para um design mais cool, eis que chega a publicidade televisiva da Pedras, não com uma nova cara, mas com um novo par de melões que me deixaram a bater mal...
Se as Pedras Salgadas fizeram publicidades assim, porque raio é que temos de gramar com a última da Pedras Melão que está mesmo a meter nojo?
Desculpem... não sou feminista nem nada do género, mas aquilo mete nojo aos cães.
A tipa pode até ter um bom par (deles) mas tem um ar so fuckin' stupid!!!!... aquele sorriso e aquele biquini... so 80's... BLhARGHHHH...

Publicitários deste país?????? Hellllllllloooooooo???? Quem fez aquela chunguice?

_________________ sério. Vão a http://www.pedrassalgadas.pt/sabores/ e vejam se não tenho razão.

Vão a home______ publicidade______ vídeo_______
O site está fenomenal. Valha-nos isso. Os sabores
estão lá, menos o melão.

Aproveito para dizer que a minha preferida continua a ser a original. Sem sabores. Garrafa verde. Fresca. Haja pachorra...


Jackie Brown

Friday, July 28, 2006

Dad

Ao contrário de muitas pessoas que têm uma qualquer pancada na cabeça, a não ser que aceitemos que todos têm tal coisa, eu sempre me dei bem com o meu pai. Talvez porque fosse fácil admirá-lo, ou porque nunca fora económico no afecto que distribuía, ou porque era uma pessoa que recebia um terço da generosidade com que brindara tanta gente durante toda a sua vida.
Não conseguíamos conversar de forma muito aprofundada, e ainda não conseguimos fazê-lo, mas isso não surpreende na maioria das situações que conheço, especialmente no que diz respeito às pessoas da minha idade. Divertimo-nos a ver a bola, a trocar ideias à mesa dos almoços cheios de tias e sobrinhos, mas não consigo contar-lhe nada acerca de uma qualquer melancolia trazida por um livro, ou uma peça de música ou uma mulher mais esquiva. Dificilmente poderia discutir o meu último e mirabolante projecto literário que certamente acabaria devolvido na minha caixa de correio ou muito bem aproveitado para rascunho numa qualquer secretária.
Acho que este é sem duvida um fenómeno recorrente. Talvez não nas gerações que seguem a minha, mas a noção que tenho é que salvo alguns indivíduos que se enchem de bravura e estão preparados para ouvir tudo da boca dos filhos, a maioria dos progenitores conscienciosos não arriscam entrar na esfera mais privada e íntima da prole. Talvez porque nesse local moram determinadas formas de sentir, como o sofrimento, e pode ser demasiado penoso saber até que ponto a descendência pode estar a sofrer sem que se possa intervir. Ou então não falam a mesma linguagem, porque a musica não é a mesma, os livros também não, e o panorama político lança mensagens diferentes no mesmo anuncio para cada uma das gerações que o vejam.
Eu e o meu pai somos compinchas, amigos da bola, conversadores de boa vontade que os laços de sangue arrastam para uma intimidade mais incómoda por vezes, mas inevitável. E safamo-nos sempre, apesar da dificuldade, apesar da dureza de algumas situações onde as emoções deturpam o discernimento.
Mas tudo o que sou, foi ele e mais uma senhora que me deixaram ser.
Sempre.



Mr. Orange

Thursday, July 27, 2006

los mirones watching girls on biquini's

fuck it man!!!!!!!!! uma gaja já não pode ir descansada à praia sem ter de levar a arma consigo...
damn it...
Então não estava tão bem descansada, a descontrair a tensão de toda uma semana de embustes e vigaristas, desgostos de amor, tryin' to get myself a bit (more) tan, a ouvir Marvin Gaye, a pensar em tudo o que uma mulher tem de pensar nestas ocasiões e não dou com um careca e gordo e vermelho and, who possibly knows, a fuckin' retarded, a espiolhar-me por detrás duma duna, a fazer movimentos estranhos.
Nojento do caraças, pensei... vais ter aquilo que mereces...
Assim que me viu, o gajo pôs-se a andar (qual andar, aquilo era arrastar as banhas a toda a velocidade possível) e pensam o quê, meus amigos? Que ignorei? Nem pensar... the fuckin'bastard terá o que merece... corri atrás do nojento e apanhei-o. Dei-lhe com os chinelos e desanquei-o (quase o matei, juro)... pena não ter levado a arma comigo...

Conclusão: tive de fazer 3 ou 4 kms descalça (rebentei os chinelos no focinho do gajo), em passeios de cimento fervente... valeu-me a música nos ouvidos e a raiva misturada com a satisfação...

Agora, excuse me... tenho de ir colocar os pés num balde de banha fria... damn it man!!

Jackie